Integração e Transversalidade para a cultura de Florianópolis

A mesa redonda 3 da III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis, Integração e Transversalidade, focou o debate na dinamização dos equipamentos culturais, criação de portais de comunicação integrados e fomento das políticas artísticas e culturais do município.

 

Mediada por Alfredo Manevy, professor de Cinema da UFSC, a mesa contou com proposições e provocações de Maria Lourdes Borges, do Secarte (UFSC); Célia Gillio, da BM&A; e  Maria Teresa Piccoli, representando o SESC de SC. Cada debatedor teve alguns minutos para compartilhar experiências com os demais participantes da mesa e provocar as possíveis propostas.

Maria de Lourdes apresentou o Secarte e as parcerias já realizadas em atividades culturais. “A proposta é que haja uma unidade da universidade com a cidade. É Interagir e ser comunidade”, afirmou Maria de Lourdes. A música foi o fio condutor da fala de Célia Gillio, nas oportunidades aos artistas brasileiros em participar de feiras internacionais. Já Maria Teresa trouxe a experiência do SESC como espaço cultural e propôs que “os setores envolvidos (na cultura) sentem junto para haver uma integração de fato”.

A mesa redonda Integração e Transversalidade contou com a participação de aproximadamente 30 agentes culturais.

Convergência da mesa

Aproximadamente 30 pessoas participaram da mesa, atores culturais ligados a instituições artísticas, pontos de cultura, museu e outros. Apesar do leque de setores artísticos representados na reunião, as propostas dos participantes convergiram para temáticas semelhantes, observadas as necessidades de cada setor e os locais atendidos, ou mal atendidos, pela atual política cultural de Florianópolis.

Dessa forma, foram levadas à Plenária da tarde cinco propostas de Programas Estratégicos que abrangem os seguintes setores: Programa para atender a circuitos, espaços e equipamentos culturais, instalando e criando novos e dinamizando os já existentes. Criação de Edital Municipal de Pontos de Cultura, assim como editais e ações voltadas às Bandas de Música e criação de um centro de arte contemporânea e outros espaços públicos de excelência. Integrar o transporte público para facilitar a mobilidade e acesso às atividades culturais, as quais se concentram à noite e aos finais de semana (tal proposta vai ao encontro do Plano Diretor, também em discussão em Florianópolis). Sinalizar a existência dos espaços culturais existentes. Programas de aprimoramento institucional da cultura, transparência e critério para melhor distribuição dos recursos. Capacitação dos agentes e gestores culturais. Há a necessidade ainda de divulgação das atividades culturais no município, sendo proposto mapeamento e cartografia cultural da cidade, valorizando os artistas locais, e criação de portais de comunicação e informação.

É importante agora que tais propostas de programas tenham acompanhamento e fiscalização dos próprios proponentes assim como de todos os munícipes para dar continuidade ao Plano Municipal de Cultura e fazer com que as propostas não fiquem somente nas promessas.

Texto e foto de Valéria Valdeci Martins – Ponto de Cultura Educação Musical Popular (Banda da Lapa), que participou da Cobertura Colaborativa da III Conferência Municipal de Cultura de Florianópolis – Coordenação: Pontão Ganesha.